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Incidente em Guarulhos: avião aborta decolagem a 330 km/h

Publicada em 16/02/2026 às 13:01h |  

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Incidente em Guarulhos: avião aborta decolagem a 330 km/h
 (Foto: Reprodução/X)


Um avião da LATAM que ia do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, para Lisboa, em Portugal, rejeitou a decolagem a mais de 300 km/h na pista em um momento em que as rodas do trem de pouso dianteiro já estavam sem contato com o solo.

 

Não foi informado o número de pessoas a bordo do Boeing 777-300 ER, que tem capacidade para cerca de 400 assentos. O voo LA8146, no entanto, costuma operar próximo à capacidade máxima de peso e passageiros. Apesar da forte desaceleração, não houve registro de feridos.

manobra de rejeição de decolagem não é incomum na aviação e está prevista nos protocolos de segurança.

Ela ocorre por ação deliberada dos pilotos ou quando o próprio sistema de gerenciamento de voo identifica alguma anormalidade nos parâmetros da aeronave.

O que chamou a atenção no incidente registrado na pista 10L de Guarulhos - por volta das 19:50 deste domingo (15) - foi a rejeição de decolagem ter ocorrido supostamente após a “velocidade de decisão” chamada na aviação de V1.

 

De acordo com o áudio captado entre a torre e o piloto, a decolagem teria sido abortada por parâmetros indicados no painel. Uma das suspeitas estaria na elevada temperatura do motor número 1, localizado do lado esquerdo da aeronave.

Segundo o procedimento-padrão, mesmo apresentando qualquer anormalidade após a V1, o piloto deve seguir com a decolagem e administrar a emergência em voo.

 

Um dos motivos para decolar é justamente porque em altíssima velocidade (após a V1) o avião nem sempre consegue parar antes dos limites da pista.

O Boeing da Latam estava a cerca de 330 km/h (178 nós) quando a rejeição ocorreu.

Em todas as operações de decolagem de voos comerciais, antes mesmo da corrida na pista, os pilotos têm a informação de qual será a V1 e a VR, a “velocidade de rotação”, momento em que o piloto executa a manobra que tira o trem de pouso dianteiro do solo e levanta voo.

De matrícula PT-MUH, o 777 da LATAM parou na pista com os pneus esvaziados, o que também é comum nesse tipo de ocorrência. Quando se aciona o freio em velocidade alta, um sistema entra em cena para garantir a parada da aeronave.

Um fusível térmico derrete à alta temperatura causada pela frenagem de emergência e esvazia os pneus, evitando que os mesmos estourem, o que poderia causar um acidente.

Equipes de resgate e da Brigada de Incêndio foram para a pista após a parada da aeronave, seguindo o protocolo de segurança.

O incidente ocorreu após uma longa paralisação nas operações de Guarulhos por conta de sobrevoos de drone próximos à cabeceira da pista.

Dezenas de voos com destino ao terminal foram alternados para o aeroporto de Viracopos, em Campinas, Galeão, no Rio e Confins, em Belo Horizonte

Fonte: R7




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