
A Direção Nacional de Migração do Paraguai informou que está em vigor um regime especial de controle migratório com o objetivo de “identificar e verificar de forma objetiva pessoas possivelmente ligadas ao regime venezuelano”, "a fim de aplicar, quando cabível, medidas de restrição migratória previstas na legislação vigente".
O diretor da instituição, Jorge Kronawetter, detalhou a medida nesta segunda-feira, durante entrevista à imprensa. Segundo ele, a iniciativa busca impedir a admissão de indivíduos que possam vir a ser julgados por tribunais internacionais por crimes associados ao regime de Nicolás Maduro.
De acordo com Kronawetter, será adotado tratamento diferenciado em relação a pessoas que eventualmente deixem a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro, ocorrida durante uma incursão militar dos Estados Unidos em território venezuelano nas primeiras horas de sábado, 3 de janeiro.
Em comunicado divulgado no mesmo dia, o Ministério das Migrações do Paraguai informou que pessoas ligadas à administração governamental venezuelana serão identificadas por meio do cruzamento de bases de dados abertas e fechadas, além de outros elementos de avaliação que permitam a comprovação desses vínculos.
“A elaboração de perfis não se baseia apenas em informações de inteligência, mas também no cruzamento de dados com instituições locais e internacionais, além da análise de fontes abertas, como publicações disponíveis na internet”, explicou Kronawetter em entrevista ao canal GEN.
Nicolás Maduro foi preso por forças militares dos Estados Unidos, sob a acusação de liderar o chamado Cartel dos Sóis e de incentivar a atuação da organização criminosa Tren de Aragua na Venezuela. As acusações formais incluem tráfico internacional de armas, tráfico internacional de drogas e terrorismo.
Os Estados Unidos não reconhecem Maduro como presidente legítimo da Venezuela após as eleições de julho de 2024, não reconhecidas por grande parte da comunidade internacional. Segundo informações preliminares, a captura ocorreu em 3 de janeiro, após bombardeios a alvos militares no país, que teriam deixado cerca de 80 mortos.
Fonte: IP