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Saúde

Hospital Municipal de Foz adota, pela primeira vez no Brasil, IA integrada ao prontuário médico

Publicada em 01/12/2025 às 09:21h | Foz ao Vivo 

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Hospital Municipal de Foz adota, pela primeira vez no Brasil, IA integrada ao prontuário médico
 (Foto: PMFI)


O Hospital Municipal de Foz do Iguaçu iniciou, nesta semana, uma nova etapa na modernização da saúde pública. A partir de agora, os médicos passam a utilizar diretamente, durante o atendimento, a plataforma de Inteligência Artificial NoHarm, criada pela brasileira Ana Helena Ulbrich, reconhecida pela revista TIME como uma das 100 personalidades mais influentes do mundo em IA — lista que inclui nomes como Elon Musk, Bill Gates, Sam Altman e Demis Hassabis. Ana Helena é PhD na área farmacêutica e desenvolve o sistema em parceria com o irmão, Henrique Dias, PhD em Inteligência Artificial.

Uso inédito no país

O NoHarm já era adotado pelo Hospital Municipal, mas exclusivamente pela equipe de Farmácia Clínica, que revisava as prescrições e repassava recomendações aos médicos. A novidade é que, pela primeira vez no Brasil, a tecnologia passa a ser acessada diretamente pelos médicos dentro do prontuário eletrônico, no momento em que a prescrição é realizada.

Com o novo modelo, o hospital passa a contar com duas camadas de segurança clínica:

  • Médico, que analisa a recomendação da IA em tempo real;
  • Farmácia Clínica, que continua revisando as prescrições em segundo plano.

A expectativa é de um crescimento expressivo no uso da plataforma, ampliando a precisão e a segurança no cuidado ao paciente.

O que a tecnologia faz

Integrado ao prontuário eletrônico, o NoHarm analisa automaticamente cada prescrição com base em evidências científicas e dados clínicos. A plataforma identifica:

  • Interações medicamentosas;
  • Exames alterados;
  • Riscos de eventos adversos;
  • Inconsistências terapêuticas;
  • Condições crônicas que exigem atenção.

Resultados já alcançados

Mesmo sendo utilizado, até agora, para analisar apenas parte das prescrições emitidas no hospital, o NoHarm já gerou uma farmacoeconomia estimada em R$ 3,5 milhões somente em 2025.

Mais de 1.000 pacientes já foram beneficiados diretamente pelas análises da plataforma.

Benefícios esperados

Técnicos:

  • Aumento expressivo da segurança do paciente;
  • Redução de erros de prescrição;
  • Diminuição de eventos adversos;
  • Apoio científico imediato ao profissional de saúde;
  • Fortalecimento das linhas de cuidado.

Econômicos:

  • Redução de desperdícios de medicamentos;
  • Diminuição de internações evitáveis;
  • Uso mais racional dos recursos hospitalares;
  • Maior retorno social do investimento público em tecnologia.

 

Como acessar

Os médicos cadastrados podem acessar o sistema pelo Portal de Sistemas da Saúde.

Para novos cadastros, é necessário encaminhar nome completo, e-mail institucional e ID do Tasy à equipe de TI ou à Farmácia do hospital.

Parceria institucional

A ampliação do uso do NoHarm é resultado de uma colaboração entre:

  • Secretaria Municipal de Saúde;
  • Hospital Municipal de Foz do Iguaçu;
  • Secretaria de Tecnologia, Inovação e Modernização Digital (STIM);
  • Unioeste/Foz.

Fonte: PMFI

 




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